O Governo de Moçambique e diversas organizações da sociedade civil estão a reforçar esforços conjuntos para combater a corrupção e promover uma cultura de transparência e integridade em todas as esferas da administração pública e do setor privado.
Durante um encontro realizado em Maputo, o Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos apresentou novas medidas que visam melhorar a fiscalização, prevenir práticas ilícitas e responsabilizar agentes públicos envolvidos em atos de corrupção.
“A luta contra a corrupção não é apenas uma responsabilidade do Estado, mas um dever coletivo que exige a participação ativa dos cidadãos”, afirmou um representante do Governo durante a sessão.
As iniciativas incluem o reforço dos mecanismos de auditoria, a digitalização dos serviços públicos para reduzir o contacto direto entre funcionários e utentes, e a criação de linhas de denúncia anónimas que permitam aos cidadãos reportar irregularidades com segurança.
Organizações da sociedade civil, como o Centro de Integridade Pública (CIP) e a Transparência Internacional – Moçambique, saudaram a iniciativa, mas alertaram que o sucesso dependerá da vontade política e da aplicação efetiva das leis existentes.
“É preciso passar das palavras à ação. A corrupção mina o desenvolvimento, destrói a confiança nas instituições e agrava as desigualdades sociais”, declarou um porta-voz do CIP.
De acordo com dados recentes, Moçambique continua a enfrentar desafios significativos em matéria de governança e transparência, ocupando posições desfavoráveis nos índices internacionais de perceção da corrupção.
O Governo reiterou o compromisso de fortalecer a integridade pública, garantir gestão responsável dos recursos do Estado e promover uma sociedade mais justa e ética.