O que se entende por “comboio de Amorim”
A expressão “apanhou um comboio a vapor e esqueceu-se que podia apanhar um TGV” foi usada por um comentador para ilustrar que Amorim entrou no Manchester United num projeto pesado, lento e complexo, numa viagem difícil que acabou mal — fazendo uma analogia com um comboio antiquado em vez de algo mais rápido e eficaz.
A história completa dos 420 dias em Old Trafford
- Rúben Amorim foi contratado pelo Manchester United em novembro de 2024, depois de um enorme sucesso no Sporting CP.
- A sua passagem pelo clube foi marcada por resultados irregulares, dificuldades com adaptação e divergências com a direção técnica sobre estilo de jogo e reforços.
- Apesar de alguns momentos positivos — como vitórias sobre rivais importantes —, a equipa não conseguiu consistência e perdeu confiança dos adeptos.
Fim da viagem: despedimento
- Em 5 de janeiro de 2026, o Manchester United oficializou o despedimento de Amorim após cerca de 14 meses no cargo e uma sequência de resultados abaixo do esperado.
- A eliminação precoce na Taça de Inglaterra e as frustrações com a liderança do clube aceleraram essa decisão.
Consequências e contexto
- A saída de Amorim coloca fim a uma fase em que o clube tentou inovar taticamente mas acabou por enfrentar problemas internos e de desempenho.
- A sequência de múltiplos treinadores no United (mais uma mudança desde Ferguson) reforça a ideia de que a estabilidade no cargo é difícil de alcançar atualmente no clube.
Resumo: A expressão sobre o “comboio” refere-se à imagem de que Amorim embarcou num projeto pesado e complicado no Manchester United, sem conseguir alcançar o desempenho esperado. Após 420 dias turbulentos, divergências e resultados fracos, o seu ciclo no clube acabou oficialmente com o despedimento em janeiro de 2026 — encerrando um capítulo intenso e controverso na carreira do treinador português.